segunda-feira, 4 de abril de 2011

Passo 1 - Cresça e Apareça

Quando você ainda é um garoto e percebe que seus pais são mais novos que os pais de seus amigos, você não entende a razão disso. A não ser que seus próprios pais tentem te explicar o que é ter filhos muito cedo - no início da fase adulta. Naquele tempo a fase adulta começava bem mais cedo que hoje. Pelo menos é o que dá para perceber. E vivenciando toda a dificuldade que meu pai e minha mãe tiveram para sustentar a mim e meu irmão - tanto quando juntos como depois que se separaram - eu acabei assimilando que ter filhos cedo demais na vida pode não ser bom para a saúde. Isso porque afeta todos os aspéctos da sua vida, mesmo que você tenha se preparado para isso.

Então, desde cedo tracei uma meta de só ter um mais filhos a partir dos meus 35 anos, e isso se realmente fosse necessário, pois minha formação intelectual me empurrava para o lado dos que não queriam colocar mais uma criança nesse nosso mundo super-populado e tão cheio de injustiças e alienações. Sempre fui muito cético em relação a uma evolução repentina de consciência socio-ambiental do homo-sapiens. Por tanto, isso me ajudou muito a seguir cumprindo minha meta.

Porém, se o desejo de não seguir o instinto de reprodução de todo o ser vivo me ajudou a adiar a paternidade, outro forte instinto era totalmente ambíguo a minha afirmação: o de procurar o sexo oposto. Se hoje a Internet, a televisão e as escolas liberais ajudam crianças no mundo inteiro a namorar e fazer sexo, no meu tempo era mais normal esperar a puberdade chegar para começarmos a pensar no sexo. E foi só ela chegar para que minha curiosidade e criatividade nascituras me impulsionasse para uma adolescencia cheia experiências intensas. Apesar disso, nenhum de meus projetos passava de dois ou três anos. E nunca tinha sustos, pois eu sempre usava proteção.

As mulheres sempre me fascinaram. Queria aprender tudo sobre elas, como se aprende todos os caminhos de ruas e avenidas de uma cidade - o que é impossível pois cada mulher é uma cidade diferente - e quanto mais eu me lançava nesses caminhos, mais eu queria descobrir. Apesar disso, meus melhores amores foram os que criei dentro de minha cabeça, como um monstro frankenstein feito com as melhores partes das melhores mulheres do mundo. Será que um dia, ao virar uma esquina qualquer eu iria olhar e gritar "está viva! está viva!"?

Acho que todo homem sabe do que estou falando. As mulheres tem seus príncipes encantados - mas não sabem que nós homens também sonhamos com nossas deusas amazonas. Alguns pensam principalmente nos atributos físicos; outros sonham com seus reflexo intelectual; e há aqueles que só querem que ela tenha os mesmos gostos. Algumas são apresentadoras de programa infantil (a violência travestida faz seu trotoir - engenheiros do hawaii), outras são atrizes de cinema ou telenovela. Mas algumas, só existem dentro daquele homem. Será que existe similar indivíduo na vida real? Será que a alma-gêmea de cada um realmente caminha em algum lugar da terra?

E por esses e outros caminhos, chega a inevitável (e nunca na hora marcada) perpetuação da espécie. O problema é que ela nem sempre é consumada ao lado de sua alma-gêmea. Será que isso é Deus ou o Destino, querendo dizer que se você quer ter não pode, e se não quiser, vai ter? Você acha que está andando sobre trilhos ou criando sua própria trilha? Até que ponto suas decisões são fruto de sua reflexão ou da resposta ao julgamento dos outros? A vida é um jogo ou um filme?

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